Será que esse tema é chato? Fiquei pensando e descobri que quando uma coisa é chata quer dizer que incomoda, e se incomoda é que deve ser vista para acabar com os tabus ou com os dogmas que existem sobre elas. Decid! i pegar o dicionário a fim de saber o que é chato e descobri que chato é algo sem relevo, liso, plano, sem elevação, rasteiro, maçante, sem elegância, vulgar, ou aquele inseto que fica nos pêlos pubianos que coça que é uma loucura... Pensei mais um pouquinho e vi que não é um tema “chato”, mas sim incômodo.
Sendo assim, tentarei decifar esse enigma para que todos possam pensar sobre o tema. Quando passei a ter escolhas em minha vida? Desde que me transformei em “Celso”, desde sempre, no mínimo, tenho duas opções. Sempre, nem que uma delas seja a de não optar. Isso me faz ser humano. Qualquer outro animal na terra está à mercê de seus instintos. Não consegue controlar o cio por exemplo, a raiva ou o medo, diferente de nós seres humanos.
O homem não só controla esses instintos como também os utiliza para fazer coisas construtivas ou destrutivas. Porém, mesmo fazendo coisas destrutivas não deixamos de ser seres humanos. Afinal antes de fazer, tivemos uma escolha: posso ! controlar meu instinto de raiva, medo, sexo e etc... e antes de fazer posso pensar. Pensando tenho em mente uma visão simbólica das conseqüências dos meus atos, ou seja, tenho o que um cavalo por exemplo não tem, ou um cachorro, por mais treinado que seja.
Assim como domesticamos os animais, podemos domesticar nossos instintos mais cruéis e profundos. No entanto, existe uma lei que reje isso: do mesmo modo que temos a luz, temos a sombra e somos seres humanos com luz e sombra. A cada dia que passa quando descubro coisas sobre minha sombra, quer dizer que pus luz sobre ela, impedindo assim grandes catástrofes.
Nunca podemos esquecer que por mais humanos que somos, continuamos sendo seres vivos. Na parte fisiológica, somos animais racionais mas também agimos por nossos instintos com muito mais periculosidade que os animais irracionais. Se isso fosse falso, não teríamos na nossa sociedade crimes sexuais, políticos, capitais e das mais diversas espécies e naturezas. Quand! o vemos mais de perto um a um, percebemos uma necessidade instintiva de fome, ciúmes, inveja, gula, avareza, arrogância, entre centenas de defeitos de caráter que nós seres humanos temos.
Nossas escolhas estão intimamente ligadas com questões relacionadas aos nossos defeitos de caráter? Sim, claro. Na maioria das vezes somos escravos de nossos desejos e nossos vícios, ou seja, das coisas que nos dão prazer. No entanto, essas escolhas que nem sempre são “boas”, não nos fazem sentir que temos opções, que somos livres para podermos escolher por qualquer coisa. Xiiiii... Esse com certeza deve ser o pior engano do ser humano: Olhar para a situação e não perceber que está preso aos seus desejos e vícios e “negar” veemêntemente que está fazendo ou vivendo tal coisa por causa de seus desejos.
Enquanto houver tempo, dá para se enganar!!
Sabemos que o ser humano agüenta dor, mas tem limites. Com a ajuda dos limites, somos forçados a mudar pois não existe dor eterna. Não ex! iste sofrimento que não passe. Não existe também prazer que uma hora não tenha fim. Pois o que não é a dor senão um sofrimento que saiu do controle, ou sofrimento transformado?
Aí entra nossa responsabilidade em reconhecer quando estamos “viciados”. Isso requer uma “dose” extra de auto-conhecimento e “dose” indesejada de sabedoria a fim de equilibrarmos nossa vida e nossos defeitos de caráter. Não somos “anjos”. Os chamados “seres iluminados” não podem escolher o “pecado”. Mas nós sim. Podemos escolher viver nos mais complicados ambientes da sociedade mas também podemos escolher os opostos, mais amenos...
Surge outra pergunta:
Quando estamos fazendo as escolhas certas??
Escolhas são “certas” quando estamos bem conosco, mesmos que estas não girem em torno de um tema qualquer. Existem vários temas que nos prendem em nossas escolhas: álcool, drogas, sexo, comidas, relacionamentos, trabalho, tabaco e etc etc etc ....
A vida no dia-a-dia nos dá a chance de per! ceber se nossas escolhas estão nos prendendo em um mundo de uma escolha só ou se estão nos tirando o poder de optar.
Devemos ficar atentos se nossas escolhas estão com falta de opções...
Abraços e beijos a todos e feliz 2006 com diversas opções de escolhas para todos nós.
Crédito: Celso Senise
Psicólogo Formado pela Universidade São Marcos, com Especialização em Psicoterapia Junguina, especialização em interpretação de sonhos pela teoria Junguiana, e cursos como Psicofarmacodependência na UNIAD, vasta expêriência com utilização de drogas e relacionamentos com usuários de diversas drogas. Dj há 7 anos, toca em raves, bares e boates de música eletrônica (Progressive e Black). Desenhista publicitário, trabalhou em agências publicitárias durante 25 anos, com especialização em logotipia, Cursos livres de desenho e pintura na FAAP, e Comunicação Visual na Escola Panamericana de Arte.
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